Todo mundo, ou quase, quando vê uma barata pensa: "nossa, que bicho asqueroso nojento cascudo. Vou pisar bem muito até fazer aquele barulhinho infame e ficar aquela aguinha suja no chão."
Mas veja bem, é muito injusto isso. Por mais que você ache a barata nojenta, é claro que ela não pensa isso de si mesma, quando vê um monte de baratinhas saindo de seus ovinhos grudentinhos, deve pensar algo como: "Meus bebês-baratinhas cascudinhos, que bonitinhos."
Na verdade se for pensar, as baratas são muito parecidas com os seres-humanos em alguns aspectos. É importante, aliás, saber se colocar no lugar do outro e enxergar o mundo de diferentes prismas, mesmo que o outro - no caso - seja uma barata.
Semelhanças entre o ser-humano e a barata:
O ser-humano tem medo de barata.
Barata também tem medo de ser-humano.
O ser-humano come de tudo.
Barata também come de tudo.
Barata adora comidinha meio podre.
Ser-humano também adora comidinha meio...
Opa! Peraí ?
PODRE ?!
Eu ia dizer PODRE ?!
O ser-humano gosta de comida meio PODRE ?!
Talvez você esteja se perguntando onde estou com a cabeça, mas é exatamente essa a verdade.
Assim como as baratinhas, o ser-humano adora comida meio "podre", desde que seja um "podre controlado", que não faça mal para sua saúde.
Veja só quantos exemplos:
Queijo: leite fermentado (podre)
Cerveja: cevada e/ou outros grãos fermentados (podre)
Saquê: arroz fermentado (apodrecido)
Iogurte: leite fermentado
Tequila: Cáctus (agave) fermentado e destilado. (Ai Jesus, até cactus podre consumimos, rssss)
Whisky: Malte fermentado e destilado.
Molho Shoyo: Soja fermentada.
Vinho: Uva fermentada.
Cidra; Maça fermentada.
Vinagre: Vinho Apodrecido.
E para quem fez ECA! Ainda bem que não como nada disso:
Katchup: leva vinagre! (Uva podre).
Não tem jeito, todo mundo gosta de alguma coisinha podre aqui e ali. Do mesmo jeito que você não tem nojo de comer o "podre controlado" que não lhe faz mal, a barata não tem nojo de comer o que não faz mal para ela (defunto, por exemplo).
Então, da próxima vez que ver uma baratinha, pise, mas pise com dó, com consciência e peça desculpas à natureza por fazer essa maldade.
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